Marketing e Estratégia

Você ainda não percebeu? Só alcance não é mais suficiente no marketing atual!

Samuel Sousa · 02 de junho de 2026 · 6 min de leitura
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Você ainda não percebeu? Só alcance não é mais suficiente no marketing atual!
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Todo mundo quer viralizar, mas ninguém quer se aprofundar. Analisei o excesso de conteúdo irrelevante na era do scroll infinito e traz uma provocação necessária: publicar menos, mas com propósito, estratégia e personalização real. Um manifesto leve, irônico e prático sobre relevância no marketing moderno.

⏱️ Tempo de leitura: 6 minutos

🧠 Profundidade: Moderada

👨 Público-alvo: Profissionais de Marketing e Social Medias

Vivemos a era do scroll infinito, onde todo mundo produz conteúdo feito maluco (Até eu entrei nessa barca), mas ninguém realmente presta atenção em nada. Parece familiar? Pois é, meu caro profissional de marketing, chegou a hora de encararmos uma verdade inconveniente: estamos jogando um jogo com regras antigas.

Mas e aí, como furar essa bolha?

Calma, primeiro vamos a alguns fatos (afinal no marketing precisamos de contexto, não é mesmo?) : A Magalu reduziu em 60% sua frequência de posts no Instagram em 2023, mas aumentou seu engajamento em 34% (Explicar isso para os diretores não será fácil, vai parecer que você não quer trabalhar rs). Como? Focando em conteúdo que realmente importa para sua audiência. Isso significa que não, você não precisa sair postando por conta de uma data comemorativa qualquer. "Ah, mas o Dia da Mentira é amanhã! Vamos criar algo incrível para marcar a data!" – Não. Só não

O Nubank segue uma linha bem similar. Eles praticamente abandonaram aquele calendário editorial tradicional que todo mundo usa. Sem post de Dia do Sorvete ou Dia Internacional do Hamster (Exagerei, mais sei que você tem umas ideias dessa ai prontinha para ser usada). Em vez disso, focam em educação financeira real e comunicação transparente sobre seus serviços.

🔍 O que fazer?

Agora, vamos ao que interessa. Como, de fato, quebrar esse ciclo maldito do “conteúdo por conteúdo” e se destacar em um mar de publicações irrelevantes? A resposta não está em produzir mais; está em produzir de forma mais estratégica, com mais profundidade. Vamos aprofundar um pouco mais.

Seja corajoso, elimine o que não traz resultado

Você precisa olhar para o seu calendário editorial com um olhar mais crítico. O que realmente faz sentido? É hora de abandonar o "postar só porque é terça-feira" ou, pior, "postar porque está na agenda do mês" (e se você é um social media com ênfase em design , sim é triste, tem muito disso por ai, você deve viver em um estresse eterno). Pense assim: se seu conteúdo não agrega valor ao público, ele provavelmente está apenas ocupando espaço no feed – o que, convenhamos, não é um bom uso do seu tempo ou dos recursos da marca.

Foque em conteúdos que sejam estratégicos (estratégicos de verdade)

Agora, não me esconda, você realmente analisa as necessidades do seu público antes de pensar no que postar? Se a resposta for “não sei” ou “mais ou menos”, pode começar a se preocupar. Produzir conteúdo que realmente tenha fit com o seu público exige pesquisa e compreensão profunda sobre o que eles buscam, suas dores, desejos e comportamentos (Aquele papo que sempre temos quando falamos de público-alvo).

Relevância, relevância e relevância

Uma coisa você pode ter certeza: ninguém mais se importa se você postou 15 vezes hoje, se nada que você falou estava alinhado com as preocupações e os interesses da sua audiência. E não, não é uma questão de "seu público não quer saber".

A realidade é que as pessoas querem saber sim – elas só não querem ser bombardeadas por ruídos. Quando você consegue criar uma narrativa consistente, com conteúdo relevante e alinhado, seu público começa a valorizar a marca (é o que eu espero conseguir com você, fica aqui comigo na news). Quanto mais você souber cortar o desnecessário, mais você terá espaço para se aprofundar no que realmente importa. E aí, sim, a relevância ganha força.

Ainda tem quem busque likes! (é você?)

E aqui vai uma provocação séria para você: quantos de vocês estão ainda focados no número de “likes” como o principal indicativo de sucesso? Vamos falar a verdade: ‘likes’ não pagam as contas (Longe de mim querer ensinar padre a rezar, mas vejo muitos perfis plenos com essa mentalidade, depois questionamos o valor médio que a galera recebe). O verdadeiro resultado vem de métricas mais profundas, como o engajamento verdadeiro, a conversão real e o impacto direto no seu objetivo de negócios. Aqui está o ponto: quando você tira o foco do volume (likes, alcance) e coloca no impacto (leads, vendas, fidelização), sua estratégia muda completamente de figura.

Personalização: Um Passo Além da Personalização em Massa

Digamos que você esteja em um momento mais avançado no engajamento e já está fazendo campanhas personalizadas! (agora falei de você?) Ótimo, mas... será que é só personalização em massa ou você está indo além? Personalizar a experiência do usuário não é mais sobre simplesmente inserir o nome da pessoa no título do e-mail. Não é isso, e faz tempo que não é isso.

Agora, o desafio é entregar algo que seja realmente adaptado ao comportamento do seu público. E não, isso não precisa ser um trabalho extremamente difícil, basta você usar dados reais e segmentar seu conteúdo com inteligência. Quanto mais você se afastar de modelos genéricos e criar experiências verdadeiramente relevantes, mais eficaz será sua comunicação.

Exemplo prático no on? Amazon. Não sei você, mas a eles sabem exatamente o que eu quero – e antes de eu querer (isso particularmente é até ruim no meu caso). Cada vez que entro lá, é como se o site me dissesse: "Aqui estão as coisas que você vai amar, com base no que você já viu e comprou." E o que isso gera? Conexões mais profundas e um ciclo de compra mais contínuo. Eles não estão apenas colocando um nome no topo da página, eles estão criando uma jornada personalizada com base no que você já fez. E é disso que estou falando.

Você tem acesso a dados do comportamento do usuário, se sim, use isso urgentemente! Se alguém acabou de baixar um e-book, por exemplo, ofereça um conteúdo mais aprofundado ou uma promoção de um produto/serviço relacionado. Não seja preguiçoso no tipo de conteúdo que oferece – personalize as etapas da jornada do cliente com base no que ele está realmente interessado, e não apenas no que você acha que ele vai gostar.

Exemplo prático no off? A Starbucks, aplica personalização de forma simples, mas extremamente eficaz, através do uso dos nomes dos clientes. Quando você pede sua bebida, seja em qualquer lugar, eles perguntam seu nome e o escrevem no copo. Parece básico demais, mas essa simples ação de personalizar a experiência faz o cliente se sentir único (e qual foi o custo disso, a tinta do caneta?) Esse tipo de personalização cria uma conexão emocional com a marca e aumenta a lealdade, sem precisar de grandes investimentos em tecnologia ou ações complexas. E, convenhamos, quem não gosta de ser chamado pelo nome, especialmente quando é para pegar aquele café quente na manhã de segunda-feira?

**A questão é simples: seu público não precisa de mais conteúdo. Ele precisa de conteúdo melhor. **

Quantos de nós ainda estamos presos reportando métricas de alcance nas reuniões mensais? Números bonitos que impressionam a diretoria, mas não movem um centavo no faturamento.

A nova economia da atenção exige muito mais do que volume. Ela exige relevância. E relevância não se conquista com quantidade, mas com qualidade e precisão.

E você, já parou para analisar quantos dos seus conteúdos realmente geram impacto no negócio?

⏬ Algumas indicações para sair da bolha e ter novos insights!

  • Conteúdo > @victorwendt @urldobruno
  • Marketing > Walter Longo @falajoaobranco
  • Tecnologia e Noticias do Mercado > Junior Borneli B9
  • AI + Automações > @luizasangalli
  • Neuromarketing + Vieses Cognitivo > Rian Dutra, MSc.
  • Páginas que gosto > @ofuturodascoisas The CMOs Marketers FIAP Publicitários Criativos Razões Para Acreditar Meio & Mensagem Mundo do Marketing

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